A fundamentação científica adotada pelo Instituto Modal estrutura-se a partir da Metodologia de Metamodelagem (M3) originalmente proposta por Van Gigch e Pipino (1986), desenvolvida como arcabouço metodológico para a Arquitetura da Informação pela equipe de pesquisadores do Centro de Pesquisa em Arquitetura da Informação (CPAI) da Universidade de Brasília (UnB). A opção por esse método dá-se ao fato de que a M3 mostra-se adequada para compreender objetos científicos e aplicá-los em processos de inovação. A M3 baseia-se em três níveis de análise:

  • Nível epistemológico, estratégico ou de meta-modelagem: representa o quadro conceitual e metodológico de determinada comunidade científica. Busca investigar a origem do conhecimento da disciplina, justificar seus métodos de raciocínio e enunciar sua metodologia.
  • Nível científico, tático ou de modelagem: nível de desenvolvimento de teorias e modelos utilizados para descrever, explicar e prever os problemas e suas soluções.
  • Nível prático, operacional ou de aplicação: nível de solução de problemas da ‘vida real’, para os quais se aplicam as teorias, modelos, técnicas e tecnologias idealizadas nos outros níveis.

A Figura 1 ilustra a hierarquia de sistemas de investigação científica e suas inter-relações, de acordo com a M3. As questões epistemológicas são formuladas a partir de insumos da Filosofia da Ciência, por um lado, e dos níveis científico e prático por outro. Do mesmo modo, as investigações científicas do nível intermediário recebem insumos tanto em forma de paradigmas, determinados a partir de questões epistemológicas, quanto em forma de evidências que emergem do nível prático. As questões práticas, por sua vez, recebem como insumos as teorias e modelos do nível científico e as soluções para os seus problemas.

Figura 1: Metodologia de Metamodelagem (M3)

Fonte: adaptada de Van Gigch e Pipino (1986)

A Metodologia de Metamodelagem pretende:

  1. integrar as diferentes perspectivas associadas a um dado paradigma;
  2. produzir direcionamentos viáveis de pesquisa;
  3. fornecer base para a análise comparativa de seus objetos de estudo; e
  4. formular fundamentos sólidos para a compreensão do fenômeno com vistas a apoiar sua prática.

A M3 permite fundamentar abordagens científicas aplicadas a processos de inovação, aproximando a academia às necessidades do dia-a-dia do mercado, do governo e das pessoas. Ao aplicar esse modelo, o Instituto Modal consegue resultados concretos e com forte embasamento metodológico, o que leva a melhoria das oportunidades de sucesso de seus projetos.

Referências: